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Os “Uniformes” dos Adoradores.

Muitas pessoas, seguidoras de suas respectivas religiões, tem hábitos inconsciente quanto à sua participação religiosa. Ao frequentar o seu templo, igreja, sinagoga, mesquita ou outras denominações prediais de cada seguimento, vestem, inconscientemente, “capas” provisórias, vestimentas mentais que representam a sua participação religiosa como se “uniformes” fossem. No seu respectivo templo são pessoas ‘assim, assim’, da forma como se comportam dentro deles; mas, fora deles atuam com o seu verdadeiro Eu, sua verdadeira personalidade: sem o uniforme religioso construído.

Podemos entrar numa igreja como somos, e sair dela uma pessoa melhor do que a que entrou; esse é o verdadeiro objetivo. Porém, devemos estar atentos para não cairmos na tentação de moldar um personagem religioso para atuar no templo, enquanto deixamos sempre o verdadeiro Eu esperando do lado de fora como se fosse apenas um ‘veículo’ transportador.

Isso me faz lembrar a advertência do meu velho pai que dizia —– “Filho, nós somente podemos enganar a nós mesmos”! —– Não compreendia bem aquilo, e até discordava em silêncio. Pensava mesmo que podíamos enganar as pessoas; até Deus. Hoje, porém, compreendo perfeitamente que até quando conseguimos enganar alguém, na verdade estamos enganando a nós mesmos; bloqueando, destruindo ou simplesmente negando a nossa própria essência boa, fruto da perfeita criação de Deus. Lembra? “O reino de Deus está dentro de nós”.

Um Templo religioso pode (e deve) ser visto como a Feira do bairro. A Feira é um local que existe para nos fornecer alimentos nutritivos. Ninguém que faz com toda a atenção e gosto, compras numa Feira, após recebe-las e fazer as devidas contribuições deixa-as por lá mesmo, não as leva para casa. Não é verdade?

Quando vamos à Feira, o normal é escolhermos as melhores mercadorias, pagarmos por elas em gratidão pelos esforços do feirante que nos forneceu os produtos, leva-los para casa, e, com todo o cuidado armazená-los para deles, então, nos alimentarmos, nutrirmos o corpo físico. A diferença é que os Templos religiosos nos fornecem Alimentos Espirituais, e que servem para “nutrir” com o que há de melhor o nosso caráter, nosso comportamento, nossas intenções e valores.

Cuidado, muito cuidado para não criares “capas de adoradores hipócritas”. Entre sempre “Nu” em seu Templo religioso; pois, com certeza sairá com “vestimentas” bem mais louváveis e abençoadas.

Amém!!!

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