Por: Rennan Marques
E se o problema do meu país não fosse o governo, o sistema, ou as pessoas à minha volta?
E se o problema… fosse eu?
Essa pergunta incomoda. É mais fácil culpar o outro, o político, o vizinho, o “povo”. Mas toda mudança verdadeira começa quando alguém tem coragem de se olhar no espelho e assumir responsabilidade. Nenhuma transformação coletiva acontece sem que o indivíduo decida mudar primeiro.
Quando o tsunami atingiu o Japão em 2011, o mundo esperava o caos. Milhares de vidas foram perdidas, cidades desapareceram — mas o que impressionou foi a reação. Sem saques, sem desordem. Havia disciplina, empatia e união. Cada cidadão fez a sua parte, e o país se reergueu. A força de um povo nasce da consciência individual.
Em 2024, nas enchentes do Rio Grande do Sul, o Brasil lembrou o que é solidariedade. Pessoas comuns abriram casas, cozinharam para estranhos, doaram o pouco que tinham. Foi a compaixão — não o poder — que manteve o país de pé. A alma de uma nação se revela nas mãos de quem ajuda.
E quando a pandemia parou o planeta, aprendemos que o mundo é uma só casa. Um vírus mostrou que o destino de todos depende da responsabilidade de cada um. Pequenos gestos, como usar uma máscara ou estender a mão, tornaram-se atos de amor. O cuidado com o outro virou o verdadeiro sinal de humanidade.
Mas a transformação que o mundo precisa não é apenas externa — ela começa dentro de cada um de nós.
O corpo, a alma e o espírito formam o tripé da mudança. O corpo é o físico: o que fazemos, nossos hábitos e atitudes. A alma é a personalidade: o que sentimos, pensamos e decidimos. O espírito é a conexão celestial — aquilo que nos liga ao que é maior que nós, ao propósito, à fé, ao sentido de existir.
Quando o corpo age com propósito, a alma encontra serenidade e o espírito se mantém conectado, o ser humano se torna inteiro. E quando pessoas inteiras vivem em comunidade, nasce uma sociedade equilibrada. Um físico equilibrado, uma mente equilibrada e um espírito conectado formam a base de um país saudável.
O problema do meu país talvez comece em mim — nas minhas omissões, nos meus pequenos egoísmos.
Mas é também em mim que pode começar a cura.
Porque nenhuma lei substitui a consciência, e nenhum governo muda o que o coração se recusa a transformar.
Quando eu mudo, o mundo à minha volta muda também.
E talvez, no fim das contas, reconhecer que eu sou o problema
seja o primeiro passo para descobrir que eu também posso ser a solução.
Portanto, vamos buscar essas mudanças?
A nossa busca deve ser por uma plenitude, para isso, precisamos observar três funções que regem a vida humana: corpo, alma e espírito.
Cuidar do corpo é cuidar da base. Observar o que se come e o que se bebe, preservar a saúde, evitar excessos e hábitos que desgastam o próprio corpo. Buscar disciplina, movimento e escolhas mais saudáveis no dia a dia. O corpo é o instrumento por meio do qual agimos no mundo.
Cuidar da alma é cuidar da mente e da personalidade. Afastar-se do que consome energia desnecessariamente, resolver conflitos de forma madura, escolher melhor as batalhas. Buscar crescimento intelectual, leitura, conhecimento, cursos e formação. Agregar valor a si mesmo é fortalecer a própria capacidade de contribuir com o coletivo.
Cuidar do espírito é buscar conexão com o que está além da matéria. Reconhecer que existe um plano espiritual, leis que operam independentemente de sua crença nelas. Buscar uma fé, um Criador, o Deus de Israel (recomendação pessoal), e desenvolver intimidade, propósito e alinhamento com o que é eterno. Um espírito conectado dá direção à alma e firmeza ao corpo.
Um corpo equilibrado, uma alma fortalecida e um espírito conectado formam um indivíduo pleno.
E indivíduos plenos (ou em busca de) constroem famílias plenas, e por consequência comunidades plenas.
Tudo parte de você, simplesmente SEJA!
O mínimo que podemos fazer é retribuir ao mundo, todo o conhecimento que recebemos dele através de nossas experiências. Aprendi isso com meu papai. =)
Artigo bem atual e necessário! Parabéns, Filho! O mundo precisa de mais seres humanos com essa profunda consciência!